Eu não tenho essa necessidade aí não!

eu não tenho essa necessidade aí não
Tempo de leitura: 2 minutos
eu não tenho essa necessidade aí não

Podemos pensar em necessidades não só como aquilo que falta, mas também como aquilo que não cessa. Ora elas estão muito bem cuidadas (no verdinho, quase 100%), ora elas estão precisando de muita atenção (no vermelho, quase 0%).

Além disso, é importante lembrar que as necessidades são contextuais. A percepção do seu nível de satisfação se dá quando avaliamos uma situação pela qual passamos ou estamos passando.

E ainda tem mais. Para cada pessoa, a depender de sua história de vida, condição social, desenvolvimento socioemocional, crenças e valores, dente outros, a percepção de atendimento da necessidade vai ser diferente.

Por isso, na mesma situação, um estímulo tem diferentes impactos em diferentes pessoas.

Há quem se incomode quando é insultado, pois isso descuida de sua necessidade de respeito. Há pessoas que escutam o mesmo insulto e relevam, pois entendem que esse insulto diz mais sobre o outro do que sobre si.

E aí voltamos pra história do abrigo. Se ao longo da vida eu aprendi a relevar os insultos e lidar com ele sem que me afetem, isso não significa que todo mundo lida da mesma forma que eu.

Tendo essa consciência, eu posso, dentre outras coisas, evitar de minimizar a experiência do outro só porque para mim essa situação não descuidaria do meu bem-estar.

Provavelmente em tantas outras situações, para mim, a necessidade de respeito estaria lá no vermelho, zero cuidado, enquanto para outras pessoas respeito sequer seria uma questão a se preocupar.

O que pode mudar nas suas relações a partir desse olhar que trouxemos? Conta pra gente nos comentários.

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Sergio Luciano

Sergio Luciano

Sou um dos fundadores da Colibri. Intrigado pela complexidade das relações de poder e privilégio numa sociedade, tenho me aprofundado nesse tema pelo olhar Processwork, uma abordagem terapêutica derivada da psicologia junguiana voltada para mediação de conflitos, facilitação de grupos e autoconhecimento. Também investigo e compartilho sobre comunicação não-violenta e atendo organizações e pessoas físicas no Brasil e no exterior.
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