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Acreditar no que é dito, ou ouvir o que está vivo?

– Tempo de leitura: 2 minutos

Imagem: Apprentie Girafe | Tradução da imagem: Marina de Martino

No âmbito daquilo que é dito existe um mar de possibilidades de desconexão.

Facilmente podemos cair no rótulo de certo e errado, querer ter razão, convencer a pessoa que a nossa ideia sugestão é a melhor do universo (afinal, funciona tão bem pra nós, né).

Também existe o risco de julgarmos a pessoa nossa inimiga por termos pensamentos diferentes. Ou, por supormos que somos tão diferentes por conta de uma visão de mundo.

E tá tudo bem tudo isso. Faz parte do existir esse posicionar-se a favor do próprio ponto de vista, o reforço do que acreditamos ser nossa identidade.

Porém, também existe espaço para ampliar essa visão. E aí comunicação não-violenta nos faz um lembrete, que abre um caminho de possibilidades.

Aquilo que é dito ou feito por alguém é uma expressão que busca cuidar de necessidades. Cuidar de algo que é importante.

Quando me estresso e começo a esbravejar ao ver alguém jogando lixo na rua, minha necessidade de respeito e mutualidade carece de cuidado.

Quando me incomodo com uma pessoa no trem lotado, de mochila nas costas, vejo que minha necessidade de espaço e cuidado não está sendo atendida.

E nesse mundo de necessidades, existe conexão. Ainda que não concorde com você, posso reconhecer sua necessidade. Reconhecer que também a tenho, em outros momentos. Assim, aumenta minha capacidade de acolher o diferente.

Exercite seu músculo da empatia

1. Pense em uma situação que você rotula o outro como inimigo.

2. Quais são os fatos observáveis? Aquilo que você pode gravar com a lente de uma câmera ou um gravador de voz.

3. Quais necessidades você percebe que não estão atendidas nessa situação?

Bônus (se você quiser se desafiar)

1. Pense numa situação onde você se indignou por outra pessoa não ter gostado de sua atitude ou fala.

2. Identifique os fatos.

3. Imagine quais necessidade dessa pessoa não foram ou estão sendo cuidadas.

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Textos sob o nome de Colibri foram escritos por Sérgio Luciano e Laura Claessens, fundadores da Colibri.
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