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A Amazônia é problema nosso! 🌳

– Tempo de leitura: 4 minutos

Hoje estamos aqui para falar de um tema que está nas raízes do nascimento da Colibri, ainda que nem sempre abordemos publicamente: cuidados com a floresta e povos da floresta.

Diante dos acontecimentos nacionais recentes surgiu esse texto, num convite à reflexão e ação, sem pretensão de definição de verdades. Fique com o que lhe for pertinente.

A AMAZÔNIA É PROBLEMA NOSSO!
Bem como a vida e segurança de indígenas, ativistas e da fauna e flora que ali existem

Bruno Pereira e Dom Phillips foram brutalmente assassinados por dedicarem sua vida à proteção da floresta e povos da floresta. Casos que, infelizmente, não são isolados. Antes deles, outros mais já perderam suas vidas defendendo a mesma causa.

O presidente atual diz que eles não deveriam ter ido lá. O presidente diz que a morte é culpa deles. Eles buscaram isso taokey. Não disse com essas exatas palavras, claro.

Dom e Bruno, como tantos outros, se foram carregando o fardo de cuidado que poderia ser melhor compartilhado entre a coletividade. A Amazônia é problema nosso. De todos. Junto com todos os nossos outros problemas a resolver.

Eu sei. É problema pra caramba. Não sou moralistão de apontar o dedo na sua cara e dizer que você faz pouco, ou nada, e deveria fazer mais. Às vezes, existir nos dias atuais com o mínimo de saúde mental, e podendo comer bem, já tá sendo uma danada de uma missão.

Também tem o governo atual que não ajuda, e ainda atrapalha, quando o quesito é preservação. Figuras públicas e com poder (presidente e ocupantes de cargos relevantes no governo) dizendo besteiras e descredibilizando a causa ambiental e indígena, tem potencial de estimular, direta ou indiretamente, atos criminosos. Uma espécie de salvo conduto. Porteira aberta.

E sim, com outros governos, que discursam a favor da proteção ambiental, o custo de criminosos agirem se torna mais alto. A lei ganha mais peso. Ainda que saibamos que o buraco é bem mais embaixo e tais crimes (contra a vida, contra indígenas, contra a natureza) talvez não deixem de existir, o cerco se aperta.

E, lógico, essa questão transcende a política partidária. Por isso mesmo, é um problema de todos.

Aliás, mesmo se você não simpatiza com a ideia de indígenas usufruírem de (diferente de serem donos) e protegerem terras preservadas, lembre que o aumento do desmatamento interfere no seu clima gostosinho e chuvinhas que alimentam a terra onde vive. A Amazônia tem papel fundamental em monte de coisa que a gente não vê.

Olha o mapa do Brasil. Os verdinhos bonitos e abundantes, em norte e centro-oeste, existem apenas onde há reservas. Onde há indígenas. E, ao redor, adivinha: pasto e grãos.

Agora, o que no alto de nossa insignificância e em meio a tanta mazela, podemos fazer sobre esse tema? O que fazer diante de algo que parece impossível de solucionar e tão distante de nosso poder de ação?

Nos juntarmos a movimentos que dão o caminho das pedras pra cuidarmos da Amazônia. Confiarmos em instituições sérias que já atuam na causa e fazer o que elas dizem ser um bom caminho.

Então, pegue sua raiva, luto, frustração, desesperança, desilusão, indignação… respira fundo e transforme em ação. Siga 5 passos.

1. Acesse o site http://amazoniadepe.org.br

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2. Faça download do formulário para coleta de assinaturas para o projeto de lei  “Amazônia de pé”, que propõe que ela seja cuidada por guardiões comprometidos.

3. Colha as 10 (ou mais) assinaturas, com nome completo, CPF e título de eleitor, necessários para propor uma lei de iniciativa popular.

4. Encaminhe esse e-mail pras suas redes. Conta pra todo mundo da importância dessas assinaturas. Convide outros a se engajarem e fazerem o mesmo: colher outras 10 assinaturas.

5. Continue com seus textões de indignação, e siga colhendo assinaturas.

Aliás, sabia que tem um delegado da polícia federal que fazia um trampo foda de repressão a crimes ambientais, que explicou ser possível seguir fazendo um trabalho duro e pesado de repressão a tais crimes? Nesse atual governo ele foi movido da área onde atuava.

Sabe o que ele disse que falta para seguir com os trabalhos? Vontade política e recursos dedicados.

Essa proposta de projeto de lei, que aqui citamos, pode parecer “só mais um abaixo-assinado”. Porém, só parece. É muito mais.

Uma lei de iniciativa popular é a pura voz do povo dentro daquilo que chamamos de democracia.

Hoje, é esse projeto de lei. Amanhã, o que mais pode ser? Não esperemos os queridos deputados e senadores mexerem seus bumbuns em Brasília. Façamos nós acontecer e pressionemos todos eles.

O poder de cuidar da Amazônia está também em nossas mãos. Compartilhado. Se todos fazem um pouquinho, aqueles que dedicam sua vida pela proteção das florestas e povos da floresta tem mais poder para fazerem suas partes.

Se junte nessa. Pela Amazônia. Pelos povos da floresta. Por você. Pelas futuras gerações.

Justiça para Dom, Bruno, e tantos outros que já foram assassinados, e para aqueles que de morte estão hoje jurados.

Sérgio Luciano e Laura Claessens
Fundadores da Colibri

💬 Sabemos que toda menção política nos dias atuais pode gerar gatilhos e os ânimos aflorarem. Se o dedinho coçar pra questionar algo que escrevemos, tá tudo bem. Discorde e questione. Não prometemos concordar em tudo, não necessariamente damos conta de atender a alguma expectativa, mas dentro do limitado tempo que temos estamos abertos a escutar e dialogar.

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Textos sob o nome de Colibri foram escritos por Sérgio Luciano e Laura Claessens, fundadores da Colibri.
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