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Autoempatia não existe 😶

– Tempo de leitura: 2 minutos

Estes dias uma pessoa disse que eu não poderia usar a palavra autoempatia.

РAutoempatia ṇo existe. Invente outro nome.

Tipo, foi taxativa. Inventem outro nome. Esse não pode, tá?

A pessoa, estudante da língua portuguesa.

Eu reconheci que do ponto de vista gramatical talvez não exista mesmo. E trouxe que nem tudo se resume a linguística.

Trouxe que era um termo específico, dentro do contexto que estudo, para falar sobre a possibilidade de olhar para nossos “eus”, as partes da gente que nem sempre gostamos e talz. Comentei sobre meu desconforto nesse policiamento de uma palavra sem argumentações e sem rigor.

Confesso que fui meio chato, por já ter outras pessoas pentelhando com a ideia de que “autoempatia não existe”. Tentei amenizar (em vão) me desculpando de antemão por soar grosseiro.

Enfim, a pessoinha me disse que eu queria inventar moda e que não leria minha resposta. E ainda me tatuou um “total desinteresse com a língua”.

Ressaltei ainda que talvez linguisticamente de fato não exista. Mas isso não invalida o uso dessa palavra em contextos nas quais ela queira denotar algo que é importante assimilar.

Celebrei a liberdade de criticar. Enlutei que não houve possibilidade de aprofundar o tema e debater. Mantive a porta aberta, caso houvesse futuro interesse. Claro, não respondi de forma fofa e empática, era debate mesmo.

Fui chamado de pedante. Descobri que tô colaborando para a anarquização da língua. A moça me sugeriu melhorar. 😶

Eu até poderia abrir mão de debater e oferecer escuta. Me conectar com o cuidado com a língua. Com a intenção de contribuir com o meu aprendizado. Com a vontade de partilha de um saber que a moça tem, baseado em seu caminho.

Poderia. Poderia. Poderia mesmo.

Mas nem sempre tô afim.

Às vezes eu faço autoempatia. Aí, percebo-me de saco cheio. Então, tô só a fim de mandar alguém pro quinto dos infernos mesmo. Mas como mandar pro quinto dos infernos eu acho deselegante, acabo só batendo boca mesmo.

Esse é só um texto idiota sobre algo idiota com o qual eu idiotamente fiquei puto, encasquetei e gastei meu tempo. Respondendo a moça, e agora escrevendo. Não tô mais puto, só admirado com a autoempatia ter sido cancelada.

Mas, olha…tu não é idiota se até agora tá lendo.

Por mais idiota que eu diga que seja, tem uma profundidade aí nessa história. Só que pra honrar a inutilidade do escrito, vou comentar não. Fica pra você pensar. Ou não.

Ah! Acho que vou chamar autoempatia agora de abacaxi. Já que tô anarquizando a língua mesmo, simbora fazer direito.

Voltamos à programação não idiota no próximo texto que você ler neste blog. 🙃

Sergio Luciano
Um mineiro que gosta de conversar, aprender com o cotidiano e escrever. Investiga psicologia junguiana, comunicação não violenta, poder, privilégio, democracia profunda, dentre outros temas, para tentar entender um pouco mais esse negócio de relacionar-se com o diferente.
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