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De 25 a 30 de novembro

Atente-se à sabedoria que reside nos julgamentos que tanto queremos eliminar de nós

– Tempo de leitura: 2 minutos
Postagem da série: As aventuras da Girafa e do Chacal
Imagem: Apprentie Girafe | Tradução da imagem: Marina de Martino

Julgamentos sobre si. Todo mundo tem.

O segredo não está na eliminação dos julgamentos. Afinal, essa voz vai sempre estar presente em nós. O julgar é parte inerente do viver.

A questão central é como escutamos e acolhemos essa voz julgadora que vive em nós.

Podemos olhar para ela como inadequada e dizer que deve desaparecer. Provavelmente, ao fazer isso, iremos negar aquilo de importante que esta voz quer nos contar. E talvez ela até volte em outros momentos novamente, pedindo nossa atenção.

Ao escutá-la com presença e atenção, o que nem sempre é fácil e gostoso, podemos compreendê-la melhor. Descobriremos ainda que, lá no fundinho, existe uma necessidade esperando por cuidado e se manifesta, nesse momento, através de uma voz julgadora.

Quando exercitamos esse olhar para além dos julgamentos, honrando a existência deles, nos tornamos mais humanas e humanos. Damos espaço para sermos inteiras e inteiros. Com todas as nossas partes. Acolhendo a nossa DIVERSIDADE interna.

Ao exercitamos o acolhimento de nossas vozes internas, até aquelas mais indesejáveis, estamos também criando espaço para que tenhamos mais acolhimento com as pessoas ao nosso redor. Com o diferente. DIVERSIDADE.

 

Vamos exercitar esse acolhimento das nossas vozes internas?

1. Escolha um julgamento que tenha sobre você mesma(o).

Ex: Eu não faço nada direito, sou um inútil mesmo.

2. Tome um tempo para respirar e conectar-se com essa voz. Encontre um fato que te motiva a ter esse julgamento sobre si.

Ex: Nas últimas cinco vezes que fui enviar um relatório para meu gestor, enviei faltando a revisão de uma parte importante.

3. Encontre uma (ou mais) crenças suas que contribuem para esse julgamento que faz de si.

Ex: Eu tenho a crença de que é importante fazer certo da primeira vez. E que pessoas que não entregam o trabalho corretamente nessa primeira vez, são incompetentes.

4. Encontre os sentimentos presentes nessa situação.

Ex: Me sinto triste, com raiva, decepcionado.

5. Encontre as necessidades presentes nessa situação.

Ex: Eu gostaria de mais eficiência e cuidado quando for analisar os relatórios.

 

Agora, você tem mais consciência dos seus julgamentos.

Ao olhar pras necessidades e para suas crenças, você começa a encontrar possíveis caminhos para transformação pessoal, mudança de hábitos e melhor qualidade de vida.

A partir desta consciência, quais estratégias você pode encontrar para cuidar do seu bem-estar, para atender a estas necessidades que apareceram?

Se quiser fazer um trabalho mais profundo de desenvolvimento pessoal, investigue essas crenças. Elas ainda lhe servem? Se não, encontre caminhos para transformá-las.

O primeiro passo para mudar é reconhecer que existe algo a ser mudado.

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Sergio Luciano

Sergio Luciano

Sou um dos fundadores da Colibri. Intrigado pela complexidade das relações de poder e privilégio numa sociedade, tenho me aprofundado nesse tema pelo olhar Processwork, uma abordagem terapêutica derivada da psicologia junguiana voltada para mediação de conflitos, facilitação de grupos e autoconhecimento. Também investigo e compartilho sobre comunicação não-violenta e atendo organizações e pessoas físicas no Brasil e no exterior.
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